Implantes hormonais: o que são, como funcionam e para quem são indicados
Você já ouviu falar em implantes hormonais? Essa forma moderna e segura de administração hormonal tem ganhado cada vez mais espaço na ginecologia funcional, oferecendo praticidade e resultados personalizados para diversas fases e condições da saúde da mulher.
Muitas pacientes ainda têm dúvidas sobre o que são os implantes, como funcionam e para quem são indicados.
A boa notícia é que essa é uma opção eficaz, duradoura e com grande potencial terapêutico, tanto para questões ginecológicas quanto para melhora da qualidade de vida.
Neste artigo, você vai entender tudo o que precisa saber sobre implantes hormonais: como são feitos, quais os tipos disponíveis, quando utilizar e quais os benefícios.
O que são implantes hormonais?
Os implantes hormonais são pequenos dispositivos inseridos sob a pele (no tecido subcutâneo, geralmente na região glútea), que liberam hormônios de forma contínua, controlada e segura por um período prolongado.
Eles funcionam como uma alternativa às vias tradicionais, como comprimidos diários, géis ou adesivos. Com os implantes, a paciente recebe o hormônio de forma constante, o que ajuda a manter os níveis hormonais estáveis e reduz as flutuações que causam sintomas indesejados.
Além disso, a grande vantagem é a comodidade: após a inserção, não é necessário lembrar de tomar medicações diariamente.
Quais os tipos de implantes hormonais?
Existem dois tipos principais de implantes hormonais utilizados atualmente na prática ginecológica:
1. Implantes absorvíveis
- Feitos com material que é naturalmente absorvido pelo organismo ao longo do tempo
- Não precisam ser retirados após o fim do efeito
- Duram entre 6 a 12 meses, dependendo do tipo de hormônio usado
- São utilizados, por exemplo, em terapias de reposição hormonal na menopausa ou controle de sintomas menstruais
2. Implantes não absorvíveis (ou de silicone)
- Feitos com cápsulas de silicone macias e pequenas
- Precisam ser retirados após o término do tempo de ação (também entre 6 a 12 meses, conforme o caso)
- Permitem maior controle sobre as doses e combinações hormonais
- Podem ser reutilizados com novos implantes no mesmo local após a retirada
Ambos os tipos têm segurança comprovada, desde que prescritos e acompanhados por uma médica especializada.
Quais os hormônios podem ser usados nos implantes?
A grande vantagem dos implantes hormonais é a possibilidade de personalização. Diversos hormônios podem ser utilizados, sozinhos ou combinados, de acordo com a necessidade clínica da paciente.
Entre os principais hormônios usados, estão:
- Estradiol: muito utilizado na reposição hormonal da menopausa, aliviando sintomas como ondas de calor, insônia e irritabilidade
- Testosterona: indicada para melhora da libido, ganho de energia, disposição e massa muscular
- Progesterona ou derivados: utilizados para controle de TPM, sangramentos uterinos e cólicas menstruais
- Dienogeste ou gestrinona: usados em casos de endometriose e adenomiose, com excelentes resultados
O uso é sempre avaliado caso a caso, com exames laboratoriais e acompanhamento regular.
Para quem os implantes hormonais são indicados?
Os implantes hormonais podem ser indicados para diferentes fases da vida da mulher e para diversas condições ginecológicas ou hormonais.
Veja as principais indicações:
- Reposição hormonal na menopausa
- Diminuição da libido e perda de energia
- Síndrome pré-menstrual (TPM) intensa
- Endometriose e adenomiose
- Sangramento uterino disfuncional
- Cólicas menstruais intensas e incapacitantes
- Sintomas do climatério
- Modulação hormonal para ganho de massa muscular e disposição
Além disso, os implantes são indicados quando há baixa adesão a tratamentos orais ou tópicos, já que evitam esquecimentos e garantem liberação contínua do hormônio.
Como é o procedimento de colocação dos implantes?
A aplicação do implante é simples, rápida e feita em consultório, com anestesia local.
Passo a passo:
- A pele é higienizada e anestesiada na região glútea
- O implante é inserido no tecido subcutâneo por uma pequena incisão
- O local é protegido com curativo e a paciente já pode ir para casa
A recuperação é rápida. Pode haver um leve desconforto no local nos primeiros dias, mas geralmente não há necessidade de afastamento das atividades cotidianas.
Quais os benefícios dos implantes hormonais?
Os benefícios dos implantes hormonais vão muito além da praticidade. Quando bem indicados, eles promovem uma melhora significativa na qualidade de vida da mulher.
Benefícios mais comuns:
- Redução de sintomas da menopausa e do climatério
- Melhora da libido e bem-estar sexual
- Menor variação de humor e controle da TPM
- Alívio de cólicas menstruais e sangramentos intensos
- Ganho de energia e disposição física
- Comodidade e constância no tratamento
- Redução da oscilação hormonal comum com outras vias de administração
Com acompanhamento médico adequado, os implantes oferecem segurança, eficácia e resultados duradouros.
Existem contraindicações?
Sim. Como qualquer tratamento hormonal, os implantes não são indicados para todas as mulheres. Por isso, é fundamental passar por uma avaliação médica com:
- Exames hormonais e metabólicos
- Histórico clínico e ginecológico completo
- Avaliação de fatores de risco, como doenças cardiovasculares, tromboses, câncer de mama ou fígado
A decisão pelo uso de implantes deve ser individualizada, consciente e acompanhada de perto por um profissional capacitado.
Conclusão
Os implantes hormonais representam uma revolução no cuidado com a saúde feminina. Eles oferecem uma alternativa eficaz, prática e personalizada para tratar sintomas da menopausa, TPM, endometriose, alterações de libido e muito mais.
Se você sente que precisa equilibrar seus hormônios, mas tem dificuldade com outros métodos ou busca mais comodidade e estabilidade, o implante pode ser uma excelente opção.
Agende sua consulta e descubra se essa alternativa é indicada para você. Cuidar dos hormônios é cuidar da sua saúde, energia e bem-estar todos os dias.
Dra. Débora Jannuzzi
Ginecologia Funcional e Estética
- Formada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes;
- Residência Médica na Maternidade Amparo Maternal;
- Especialização em Ginecologia Endócrina na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo;
- Especialização em Patologia do Trato Genital Inferior no Instituto Brasileiro de Controle do Câncer;
- Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Febrasgo;
- Título de Especialista em Patologia do Trato Genital Inferior;
- Especialização em Cosmetologia Ginecológica pela Faculdade BWS;
- Especialização em Implantes Hormonais, pelo Curso Cetrus;










